«Liberdade, Mulher de Abril 2» regressa ao palco no âmbito de «Teatro e Revolução»
«Liberdade, Mulher de Abril 2», criação de Maria do Céu Guerra para A Barraca, regressa ao Teatro Cinearte, em Lisboa, com sessões entre 26 de setembro e 4 de outubro. É o último dos espetáculos apoiados pela Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril no âmbito da iniciativa «Teatro e Revolução» ainda em cena.

O espetáculo percorre histórias de mulheres que, em diferentes momentos do último século, contribuíram para transformar a sociedade portuguesa e para conquistar direitos e espaços de participação.
Concebido em três episódios, a apresentar ao longo do período das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, «Liberdade, Mulher de Abril» estreou a sua primeira parte a 24 de abril de 2024, a partir de A Feiticeira Cotovia, de Natália Correia. O segundo episódio, agora em cena, parte das vidas e obras de Carolina Beatriz Ângelo, Ana de Castro Osório, Liberdade Sobral, Catarina Eufémia, Rosa Viseu, Maria de Lourdes Pintasilgo, Maria Helena Vieira da Silva e Maria Antónia Palla para refletir sobre resistência, liberdade, democracia e o lugar das mulheres na sociedade e no exercício do poder.

O projeto ficará completo com um terceiro episódio, dedicado a Maria Lamas, Amália Rodrigues, Natália Correia, Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa — as «Três Marias» —, Lizete Gomes e Elvira Fortunato.
Com criação e espaço cénico de Maria do Céu Guerra, «Liberdade, Mulher de Abril 2» conta no elenco com Maria do Céu Guerra, Rita Lello, Maria Baltazar, Érica Galiza, Teresa Mello Sampayo, Gil Filipe, Manuel Petiz, Sérgio Moras e Vasco Lello.

Capa do Evento Liberdade, Mulher de Abril 2
Dez companhias para pensar o Teatro e a Revolução
«Liberdade, Mulher de Abril» integra «Teatro e Revolução», iniciativa através da qual a Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril convidou dez companhias históricas a apresentarem uma criação artística ou reposição que contribuísse para ampliar a consciência pública sobre o papel desempenhado pelo teatro na transição democrática portuguesa.
Foram convidadas companhias com atividade no período da Revolução e que nasceram ou se consolidaram nesses anos: Companhia de Teatro de Almada, A Barraca, O Bando, Centro Dramático de Évora (CENDREV), Comuna – Teatro de Pesquisa, Novo Grupo de Teatro – Teatro Aberto, Seiva Trupe – Teatro Vivo, Teatro de Animação de Setúbal, Teatro Experimental de Cascais e Teatro Experimental do Porto. Ao longo dos últimos três anos, os projetos deram origem a novas criações e à recuperação de textos e espetáculos que permitem olhar para a ditadura, a Revolução e a construção da democracia a partir do palco.
Entre eles estiveram «A Sorte que Tivemos!», da Companhia de Teatro de Almada; «O Contador da História», da Comuna – Teatro de Pesquisa, com texto de António Torrado e direção de João Mota; «Oração» e «Dois Verdugos», de Fernando Arrabal, recuperados pelo Teatro Experimental de Cascais; «Autos da revolução », pelo CENDREV; «LiberaLinda», do teatro O BANDO; «Coro das Águas», criação de Jorge Castro Guedes para a Seiva Trupe; «Simplesmente Abril», do Teatro de Animação de Setúbal, com texto de Rui Zink; «Até ceder àquela ideia de Zola», do Teatro Experimental do Porto; e, já em 2026, a ópera «Por Todos Nós», do Teatro Aberto, com libreto de João Lourenço e Vera San Payo de Lemos a partir de Os Memoráveis, de Lídia Jorge.
Diferentes gerações, linguagens e formas de fazer teatro cruzaram-se, assim, num programa que procurou não apenas evocar o 25 de Abril, mas também recuperar a memória do próprio teatro português e do seu papel antes, durante e depois da Revolução.
«Liberdade, Mulher de Abril 2»
26 de setembro a 4 de outubro
Teatro Cinearte – A Barraca, Lisboa
Classificação: M/12
Duração: 80 minutos
Informações e reservas: 213 965 360 | 913 341 683 | 968 792 495
barraca@mail.telepac.pt | bilheteira@abarraca.pt
Bilhetes disponíveis na bilheteira de A Barraca e online.