COMUNICADO DE IMPRENSA
Eduardo Teixeira exige respostas ao Ministro da Administração Interna sobre segurança e condições das forças policiais no Alto Minho
O deputado do CHEGA eleito por Viana do Castelo, Eduardo Teixeira, voltou a levar à Assembleia da República as preocupações relativas às condições das forças de segurança no distrito, questionando diretamente o Ministro da Administração Interna sobre o funcionamento do Posto Territorial da GNR de Tangil, em Monção, e sobre as obras previstas para infraestruturas policiais em Viana do Castelo e Lanheses.
Durante a audição do Ministro da Administração Interna na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, Eduardo Teixeira chamou particularmente a atenção para a situação de Tangil, onde, segundo o deputado, o posto da GNR deixou de assegurar o funcionamento permanente, passando de 24 horas para um período diário bastante mais reduzido.
Para Eduardo Teixeira, esta situação assume especial importância tendo em conta as características geográficas do concelho de Monção e a necessidade de garantir presença efetiva das forças de segurança nas zonas mais afastadas dos grandes centros e próximas da fronteira.
“Não podemos falar em proximidade e segurança enquanto reduzimos a presença das forças de segurança precisamente nos territórios que mais precisam dela. O interior e as zonas de fronteira não podem ser deixados para segundo plano”, defende o deputado.
Obras nas infraestruturas policiais continuam a exigir respostas
Na mesma intervenção, Eduardo Teixeira voltou a questionar o Governo sobre as obras há muito aguardadas nas instalações das forças de segurança em Viana do Castelo e Lanheses, procurando obter do Ministro respostas concretas relativamente ao início e à concretização das intervenções.
O deputado recorda que a situação das infraestruturas policiais no distrito tem sido uma matéria que acompanha há vários anos e considera incompreensível que continuem a existir instalações a necessitar de intervenção enquanto sucessivos anúncios e compromissos tardam em traduzir-se em resultados no terreno.
Eduardo Teixeira criticou ainda o facto de, numa anterior deslocação do Ministro ao distrito de Viana do Castelo, não terem sido apresentadas respostas concretas relativamente a estas necessidades.
“O Alto Minho não pode continuar à espera”
Para o deputado, os diferentes casos revelam um problema que vai além de uma infraestrutura ou de um posto territorial em particular.
“Estamos a falar das condições dadas aos profissionais que diariamente garantem a nossa segurança e, simultaneamente, da segurança das populações. O Alto Minho não pode continuar anos à espera de decisões, obras e meios que são essenciais para o território”, afirma Eduardo Teixeira, que considera igualmente necessário garantir uma estratégia que valorize a proximidade policial, especialmente nos concelhos do interior e de fronteira, evitando decisões que possam contribuir para um progressivo afastamento dos serviços públicos das populações.
Eduardo Teixeira garante que continuará a acompanhar estes processos e a exigir ao Ministério da Administração Interna prazos, respostas e compromissos concretos para o distrito de Viana do Castelo.
“A segurança não pode existir apenas nos discursos. Tem de existir no terreno, com instalações dignas, meios adequados e forças de segurança próximas das populações. É isso que continuaremos a exigir para Viana do Castelo e para todo o Alto Minho.”