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Fisioterapia estreia-se na UNIPVC como formação para uma profissão “nuclear nos cuidados de saúde primários”
Ensino | Primeira geração de estudantes iniciou esta manhã, em simultâneo nas três instituições do consórcio, a nova licenciatura
Por Administrador
Publicado em 14/09/2026 18:50
Viana do Castelo
UNIPVC

Ensino | Primeira geração de estudantes iniciou esta manhã, em simultâneo nas três instituições do consórcio, a nova licenciatura

 

           Fisioterapia estreia-se na UNIPVC como formação para uma profissão “nuclear nos cuidados de saúde primários”

 

São os primeiros estudantes da nova licenciatura em Fisioterapia da Escola Superior de Saúde da Universidade Politécnica de Viana do Castelo e estão a preparar-se para uma profissão que há muito deixou de estar circunscrita à reabilitação. A receção aos novos e primeiros estudantes decorreu esta manhã, em simultâneo nas três instituições que a ministram em associação, e o bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas, António Lopes, deixou clara a dimensão do desafio: a Fisioterapia é hoje “uma profissão nuclear nos cuidados de saúde primários”, integrada nas políticas de saúde pública e com uma dimensão internacional.

 

“Vocês são os primeiros, ficarão na história desta casa.” Foi desta forma que o Reitor da Universidade Politécnica de Viana do Castelo, Carlos Rodrigues, se dirigiu aos estudantes que iniciam agora o curso de licenciatura em Fisioterapia, uma das novidades da oferta formativa da Escola Superior de Saúde no ano letivo 2026/2027.

 

Serem os primeiros traz também, sublinhou, uma responsabilidade acrescida. Carlos Rodrigues destacou o facto de a licenciatura ser ministrada em associação pelas Universidades Politécnicas de Viana do Castelo, Santarém e Viseu, considerando que o envolvimento das três instituições reforça a qualidade da formação que os estudantes vão receber e, no futuro, dos serviços que estarão preparados para prestar.

 

A chegada dos primeiros estudantes marcou a concretização de um projeto construído em conjunto pelas três instituições. A sessão decorreu esta manhã, em simultâneo em Viana do Castelo, Santarém e Viseu, num primeiro dia que materializou o próprio modelo de associação em que assenta a licenciatura.

 

“Apostamos em Fisioterapia e apostamos no futuro”

Para o diretor da Escola Superior de Saúde da UNIPVC, Luís Graça, a abertura da licenciatura representa uma aposta que ultrapassa a criação de uma nova formação. “Apostamos em Fisioterapia e apostamos no futuro”, afirmou, relacionando a necessidade destes profissionais com o aumento da esperança média de vida e com a importância de garantir que uma vida mais longa seja também vivida com qualidade.

 

Luís Graça lembrou ainda que a licenciatura resulta da capacidade de três instituições, localizadas em diferentes territórios, agregarem vontades em torno de um objetivo comum. Aos novos estudantes deixou também um desafio: que não se limitem às aulas, que participem na vida da academia, sejam exigentes com os docentes, apresentem projetos e sejam arrojados. “O território precisa de vocês”, sublinhou.

 

Uma profissão que vai muito além da reabilitação

Foi precisamente sobre a dimensão atual da profissão que incidiu a intervenção de António Lopes. O bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas lembrou aos estudantes que escolheram uma profissão regulamentada em toda a União Europeia e, por isso, com uma clara dimensão internacional.

 

Apesar de continuar frequentemente associada à reabilitação, a Fisioterapia tem hoje, explicou, um campo de intervenção muito mais abrangente, assumindo um papel nas políticas de saúde pública e nos cuidados de saúde primários. “Somos os especialistas do movimento”, afirmou António Lopes, antes de destacar a Fisioterapia como “uma profissão nuclear nos cuidados de saúde primários”.

 

Um curso construído a três

O caminho percorrido até à chegada dos primeiros estudantes esteve também presente nas intervenções dos responsáveis das Universidades Politécnicas de Santarém e Viseu.

 

João Moutão, Reitor da Universidade Politécnica de Santarém, classificou o arranque da licenciatura como um “dia histórico” para as instituições envolvidas e recordou que o objetivo nunca foi criar apenas mais um curso superior, mas responder à necessidade de formar profissionais nesta área.

 

Destacou ainda o caráter singular de uma formação que nasce de um consórcio construído numa lógica de parceria e partilha. O facto de as três instituições estarem envolvidas em universidades europeias proporciona também, salientou, uma perspetiva diferente e oportunidades mais abrangentes aos estudantes.

 

Também José Costa, Reitor da Universidade Politécnica de Viseu, falou num dia de “grande emoção” e atribuiu a concretização da nova formação à disponibilidade das três instituições para trabalharem em conjunto e “pensar o hoje e o amanhã”.

 

O percurso até à abertura da licenciatura foi igualmente recordado pelas diretoras das Escolas Superiores de Saúde das duas instituições parceiras. Hélia Dias, da Universidade Politécnica de Santarém, falou de um caminho longo, difícil e de muito trabalho até à chegada a este primeiro dia. Começa agora, afirmou, uma nova etapa, na qual será necessário demonstrar à comunidade científica e à comunidade para a qual os futuros fisioterapeutas irão trabalhar o valor da formação.

 

Manuela Ferreira, diretora da Escola Superior de Saúde da Universidade Politécnica de Viseu, definiu, por sua vez, a nova licenciatura como um desafio construído “a três mãos” numa área que classificou como “exigente, nobre e profundamente humana”.

 

Para os estudantes que esta manhã começaram o percurso, foi o primeiro dia de uma nova etapa académica. Para a Escola Superior de Saúde e para a Universidade Politécnica de Viana do Castelo, marcou a estreia de uma nova área de formação e a chegada da primeira geração de estudantes de Fisioterapia.

 

Uma geração que, como Carlos Rodrigues lhes recordou, ficará na história da instituição por uma razão que nenhuma das seguintes poderá repetir: foram os primeiros.

 

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