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Resultados da monitorização do gás radão nos edifícios da ULSAM apresentados na UNIPVC
Por Administrador
Publicado em 26/10/2026 16:57
Viana do Castelo
UNIPVC

SAÚDE PÚBLICA | APA vai distribuir gratuitamente detetores de gás radão em sessão aberta à população, a 28 de outubro

 

    Resultados da monitorização do gás radão nos edifícios da ULSAM apresentados na UNIPVC

 

Os resultados da monitorização do gás radão realizada nos edifícios da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) vão ser conhecidos a 28 de outubro, numa sessão técnica promovida na Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UNIPVC). A iniciativa terá também uma componente dirigida à população, com a oferta gratuita de detetores passivos de gás radão pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), permitindo aos cidadãos avaliar a presença deste gás nas suas habitações. O encontro, que decorre no Auditório Prof. Lima de Carvalho, em Viana do Castelo, reúne especialistas da UNIPVC, APA e ULSAM para abordar os riscos da exposição, os procedimentos de monitorização e as soluções de mitigação.

 

A presença de radão no interior dos edifícios não pode ser detetada pelo cheiro, pela cor ou por qualquer outro sinal percetível. Apesar de ser um gás radioativo de origem natural, a sua acumulação em espaços fechados pode representar um risco para a saúde, sobretudo em situações de exposição prolongada a concentrações elevadas.

 

A monitorização permite conhecer os níveis de concentração e identificar situações que possam exigir medidas de prevenção ou intervenção. É precisamente essa relação entre medição, avaliação do risco e soluções de mitigação que estará em discussão no encontro, com particular atenção à experiência desenvolvida pela ULSAM e à sensibilização dos cidadãos para a importância de conhecerem as condições dos espaços que utilizam.

 

ULSAM revela resultados da monitorização realizada nos seus edifícios

Um dos principais destaques do programa será a apresentação dos resultados do projeto de monitorização do gás radão desenvolvido pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho. Francisco Sequeira, da ULSAM, dará a conhecer o trabalho realizado nos edifícios da instituição e os resultados obtidos nas medições, permitindo perceber como decorreu a avaliação da presença deste gás em espaços utilizados na prestação de cuidados de saúde.

 

A sessão contará também com uma intervenção de Ariana Lopes, da ULSAM, dedicada aos riscos para a saúde dos profissionais decorrentes da exposição ao gás radão, reforçando a dimensão da saúde ocupacional e da prevenção em contexto de trabalho.

 

APA distribui gratuitamente detetores de radão à população

A partir das 17h00, a população poderá participar numa sessão pública em que a Agência Portuguesa do Ambiente vai distribuir gratuitamente detetores passivos de gás radão. A iniciativa decorre após a sessão técnica e pretende incentivar os cidadãos a monitorizar a presença deste gás nas suas habitações.

 

Estes dispositivos permitem medir a concentração do gás no interior dos edifícios, constituindo um instrumento importante para conhecer os níveis de exposição e identificar situações que possam justificar uma avaliação mais aprofundada ou a adoção de medidas de mitigação.

 

A sessão pública pretende, por isso, aproximar a informação científica da população e incentivar uma atitude preventiva perante um risco que, apesar de pouco visível, pode ter consequências para a saúde.

Geologia e características dos edifícios influenciam o risco

A necessidade de monitorização não é igual em todo o território nem em todos os edifícios.

 

António Curado, pró-reitor para a Sustentabilidade e Património da UNIPVC, explica que a APA disponibiliza cartografia de suscetibilidade ao radão ao nível da freguesia. O risco está relacionado com a geologia local, sendo mais elevado em áreas com solos ricos em urânio e rádio, prevalentes nas regiões Norte e Centro do país.

 

As características e o estado de conservação dos edifícios influenciam também a acumulação do gás. Espaços em contacto direto com o solo, nomeadamente caves e subcaves, merecem particular atenção, sobretudo quando são utilizados como locais de trabalho permanentes e apresentam condições de ventilação insuficientes.

 

Para António Curado, importa promover o conhecimento sobre o tema sem criar alarmismos. “É fundamental trazer o tema do gás radão e da qualidade do ar interior para a discussão em ambiente académico. O radão é um gás radioativo natural e a segunda principal causa de cancro do pulmão a nível mundial, mas a discussão do tema deve fazer-se sem mitos, falsas verdades ou alarmismos, simplificando o assunto sem perder o rigor técnico-científico”, salienta.

 

Quando a monitorização identifica valores que exigem intervenção, podem ser aplicadas medidas de mitigação tanto em novas construções como em edifícios já existentes. Estas soluções incluem intervenções na ventilação e nas diferenças de pressão, a utilização de barreiras físicas, a selagem de pontos de entrada do gás e medidas associadas à gestão dos edifícios.

 

“As soluções técnicas para a mitigação do gás radão em edifícios são altamente eficazes e é totalmente possível e viável atuar em edifícios já construídos”, explica António Curado, que será responsável pela apresentação dedicada à mitigação do gás radão nos edifícios.

 

Especialistas da APA, ULSAM e UNIPVC abordam riscos, legislação e soluções

A sessão técnica realiza-se no dia 28 de outubro, no Auditório Prof. Lima de Carvalho, em Viana do Castelo, e tem início às 13h30. O programa contempla intervenções sobre o enquadramento legal do radão, os riscos para a saúde dos profissionais, os resultados da monitorização realizada pela ULSAM e as soluções de mitigação nos edifícios.

 

A iniciativa dirige-se particularmente a profissionais das áreas da saúde, segurança no trabalho e construção, entre outros públicos interessados na temática.

 

A participação na sessão técnica é gratuita, mediante inscrição obrigatória.

 

Projeto europeu promove conhecimento sobre o radão

A iniciativa realiza-se no âmbito do projeto europeu LeaRn4LIFE, financiado pelo Programa LIFE e coordenado pela Agência Portuguesa do Ambiente.

 

O projeto tem como objetivo promover a qualificação técnica e a sensibilização pública para a prevenção e redução da exposição ao gás radão, contribuindo para uma maior compreensão dos riscos associados à sua presença nos edifícios e das medidas disponíveis para os minimizar.

 

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