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Escavações no local do novo Mercado Municipal de Viana do Castelo terminam no final do mês
Por Administrador
Publicado em 25/08/2026 18:18
Viana do Castelo
Câmara Municipal de Viana do Castelo

Escavações no local do novo Mercado Municipal de Viana do Castelo terminam no final do mês

 

Termina, no final do mês de agosto, a intervenção arqueológica que promoveu,

nos últimos meses, escavações no local que vai acolher o futuro Mercado Municipal de

Viana do Castelo e área envolvente. Por isso, a partir de terça-feira, dia 1 de setembro,

já será possível avançar com trabalhos de maior envergadura no âmbito da empreitada

de construção do novo mercado.

A intervenção arqueológica promoveu escavações, que revelou estruturas não

religiosas do antigo Convento de São Bento, fundado no século XVI, nas várias fases

de ocupação do espaço – dormitórios, enfermarias, áreas técnicas.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo está, nesta fase, a fechar o projeto de

valorização dos achados arqueológicos junto das entidades competentes. A proposta

da autarquia, que terá agora de ser aprovada, passa por integrar os achados do futuro

Polo de Arqueologia de Viana do Castelo, a ser implementado na Zona Empresarial da

Praia Norte e outros espaços na cidade. A autarquia trabalhou, assim, pelo registo,

para preservar pelo registo os vestígios do antigo Convento de São Bento, no local

onde vai surgir o mercado municipal.

Recorde-se que, no final do século XIX, por volta de 1891, após a extinção das

ordens religiosas, o Município deliberou demolir as estruturas não religiosas do

convento para aí construir o primeiro mercado municipal – Mercado das torres. As

funções mais nobres do antigo convento - a igreja e os claustros -, estão preservadas e

o Presidente da Câmara, Luís Nobre, já referira, em abril, trabalhar para as colocar

mais ao serviço dos vianenses. Na altura, disse que ia procurar a classificação da

Igreja de São Bento e dos claustros como Monumento de Interesse Público.

Luís Nobre quer que este espaço “possa ser usufruído não só na sua

componente religiosa, mas também turística e cultural”, pelo que a Câmara Municipal

vai trabalhar com a Paróquia e a Diocese de Viana do Castelo para apoiar a reabilitação

deste património através do programa municipal Valorizar o Património. 

O futuro Mercado Municipal de Viana do Castelo é um projeto considerado

estruturante para o desenvolvimento da cidade e para a dinamização do centro

histórico, e está dividido em duas grandes intervenções: o edifício propriamente dito,

cuja localização é sobre a implantação do desconstruído Edifício Jardim / Prédio

Coutinho; e a reabilitação do espaço envolvente exterior.

O Mercado Municipal conta com uma área de implantação de

4.971,11m2, área bruta de construção de 8.570,03m2, dividida entre piso -1,

piso 0 e piso 1. O projeto de execução de arquitetura indica que o futuro

espaço comercial contará com um total de 56 bancas, 28 espaços

comerciais/serviços e ainda com 91 lugares de estacionamento em cave.

Após concurso público internacional, a obra, de 13,376 milhões de euros, está a

cargo da Arlo S. A.. O edifício principal, de acordo com o projeto de execução de

arquitetura, possuirá dois pisos, funcionando o mercado no piso térreo.

“No coração do piso 0, que foi pensado como se tratasse de um grande átrio

central, serão localizados os operadores tradicionais, em espaço de banca, os quais

justificam cuidados acrescidos do ponto de vista higio-sanitário. Estes espaços foram

concebidos em forma de ilhas comerciais que garantem exposição em todas as frentes

em interação com a exposição nos espaços de loja, beneficiando a atratividade sobre

todos os produtos”, refere o projeto.

“Dentro da área do piso 0 foram integradas áreas técnicas de frio, para

conservação de pescado e fabrico de gelo, como forma de apoio direto aos operadores

de pescado. A área nascente do piso 0, de menor atratividade, e de certo modo

condicionada pelo acesso ao parque na cave, privilegia sobretudo os espaços técnicos

de apoio ao mercado que carecem de ligação direta ao exterior, assim como de

ventilação natural”, é ainda referido.

“O piso superior, ao funcionar como se de um mezanino se tratasse, partilha o

espaço central com a área de mercado, permitindo estabelecer sinergias do ponto de

vista da dinâmica dos usos, sendo destinado preferencialmente a atividades ligadas a

serviços e espaços culturais, embora se admitam condições para que em função da

evolução da procura possam também servir como áreas comerciais complementares

 

das previstas no piso térreo”, indica-se ainda. 

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