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Seis Escolas, seis histórias | Os rostos e as escolhas dos melhores colocados da UNIPVC
Primeira fase do Concurso Nacional de Acesso coloca 717 novos estudantes na Universidade Politécnica de Viana do Castelo
Por Administrador
Publicado em 24/08/2026 12:00
Viana do Castelo
UNIPVC

Primeira fase do Concurso Nacional de Acesso coloca 717 novos estudantes na Universidade Politécnica de Viana do Castelo

      Seis Escolas, seis histórias | Os rostos e as escolhas dos melhores colocados da UNIPVC

“Colocado”. Foi esta a palavra que Marta Ribeiro encontrou na mensagem recebida no sábado à tarde e que transformou dias de ansiedade num sorriso de alívio. Natural de Barcelos, tem 18 anos, entrou em Enfermagem com 17,90 valores e alcançou a classificação de ingresso mais elevada entre os 717 novos estudantes da Universidade Politécnica de Viana do Castelo. Mas, por detrás dos números desta primeira fase do Concurso Nacional de Acesso, há escolhas, expectativas e percursos diferentes de quem se prepara agora para começar uma nova etapa.

Uns conseguiram entrar exatamente onde queriam. Outros chegaram à Universidade Politécnica de Viana do Castelo por um caminho diferente daquele que inicialmente tinham imaginado. Há quem vá continuar a estudar perto de casa e quem se prepare, pela primeira vez, para viver longe da família. Entre os melhores colocados nas seis Escolas da UNIPVC encontram-se histórias distintas, unidas agora pelo início de um novo percurso académico.

Para Marta Ribeiro, de Barcelos, esse percurso começa na Escola Superior de Saúde. Depois de dias de ansiedade, a confirmação chegou por volta das 15 horas deste sábado. “Fiquei muito contente, porque é o concretizar de um sonho e a recompensa por tanto esforço nos últimos anos”, recorda. A jovem de 18 anos não demorou a partilhar a notícia com a família.

Enfermagem foi a sua primeira opção, mas nem sempre tinha sido o futuro que imaginara. Quando entrou no ensino secundário, Marta pensava seguir uma formação superior em Direito. No entanto, ao longo dos três anos foi descobrindo outra vocação. “Gosto de cuidar das pessoas mais vulneráveis, da empatia que crio com elas”, explica. O gosto pela área, as boas referências que tinha da Escola Superior de Saúde e a proximidade de casa acabaram por determinar a escolha.

Agora falta a matrícula e depois começa aquilo que Marta espera que seja “uma bonita jornada”. “Espero gostar do curso tanto quanto as minhas expectativas, aprender bastante e tornar-me na profissional que desejo, uma boa profissional, para depois poder passar para o paciente aquilo que aprendi”, afirma a estudante que entra no curso de licenciatura em Enfermagem com 17,90 valores.

Eda regressou ao Alto Minho para recomeçar e agora segue para a licenciatura

Logo a seguir surge Eda Alves, de 22 anos, natural de Moledo, Caminha. Com 17,85 valores, é a melhor colocada da Escola Superior de Ciências Empresariais e vai frequentar a licenciatura em Marketing e Comunicação Empresariais.

O seu percurso até aqui não foi linear. Depois de ter ingressado em Ciências da Comunicação, no Porto, percebeu que uma licenciatura talvez não fosse, naquele momento, o caminho certo. Procurava também uma formação mais prática e decidiu regressar ao Alto Minho para recomeçar. Em Valença, encontrou no CTeSP em Marketing Digital e E-Commerce da Universidade Politécnica de Viana do Castelo a oportunidade para o fazer.

A experiência permitiu-lhe confirmar a área em que queria continuar e conhecer por dentro a Escola Superior de Ciências Empresariais. “Gosto da Escola, da formação prática e da ligação às empresas”, afirma Eda. Agora sente que chega à licenciatura com outra certeza sobre a escolha que está a fazer e também com a maturidade necessária para iniciar esta nova etapa.


Renato não entrou nas primeiras opções, mas entrou na área em que se vê no futuro

Renato Gouveia, de 18 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão e vai estudar Gestão na Escola Superior de Tecnologia e Gestão. Com 17,60 valores, é o melhor colocado da Escola e o terceiro estudante com a classificação de ingresso mais elevada em toda a UNIPVC.

A Escola surgia como terceira opção na candidatura, circunstância que Renato encara com naturalidade. Se não entrou numa das duas anteriores, considera que talvez “o destino seja mesmo Viana do Castelo”. Mais importante é ter conseguido entrar na área em que se imagina profissionalmente. Sempre gostou de números e da área financeira e vê na Gestão o caminho para o futuro. A proximidade e a informação que recolheu sobre a instituição pesaram também na escolha. “Estou feliz, porque o mais importante era entrar naquela que é a área onde me vejo a trabalhar.”

Marta, Eda e Renato ocupam, por esta ordem, os três primeiros lugares entre todos os novos estudantes da Universidade. Mas as classificações elevadas estendem-se a diferentes áreas de formação: cinco das seis Escolas do universo UNIPVC têm o seu melhor colocado com uma classificação igual ou superior a 17 valores e os 20 estudantes com melhores classificações de ingresso na UNIPVC apresentam todos médias superiores a 17 valores.

Para o reitor da Universidade Politécnica de Viana do Castelo, Carlos Rodrigues, “os resultados desta primeira fase” deixam a instituição “naturalmente satisfeita, não apenas pelo crescimento do número de estudantes colocados e pelo aumento muito significativo do preenchimento das vagas, mas sobretudo pelo que estes resultados representam em termos de confiança na UNIPVC.”


Gabriel não entrou em Medicina Veterinária, mas continua onde sempre quis estar

Gabriel Sobral, de Vila do Conde, tem 17 anos e chega a Ponte de Lima para estudar Enfermagem Veterinária. Com 17,35 valores, é o estudante com a classificação mais elevada entre os novos colocados da Escola Superior Agrária. “Desde pequeno que estou rodeado de animais e, ao longo dos anos, fui percebendo que trabalhar com eles é, sem dúvida, aquilo que quero para o meu futuro e onde sinto que é o meu lugar.”

Medicina Veterinária era o grande objetivo e Enfermagem Veterinária surgia como terceira opção. Um resultado num exame nacional impediu-o de concretizar a primeira escolha, mas não de continuar na área em que sempre quis trabalhar. “Encaro esta oportunidade com tranquilidade, porque a Enfermagem Veterinária continua a permitir-me seguir a área que sempre quis e trabalhar diretamente com animais.”

Antes mesmo de saber o resultado da candidatura, Gabriel quis conhecer o lugar onde poderia vir a estudar. Visitou a Escola Superior Agrária no início de agosto e encontrou um ambiente que descreve como “muito familiar e acolhedor”. O leque de parcerias e as oportunidades de estágio disponibilizadas pela Escola foram outros dos fatores que pesaram na escolha.

Esta nova etapa representa uma mudança e um desafio, mas Gabriel sabe que continuará a contar com quem sempre o acompanhou. “Os meus pais serão, sem dúvida, o meu maior apoio. Estiveram sempre ao meu lado ao longo do meu percurso e continuam disponíveis para me ajudar em tudo o que for necessário”, afirma.


Matilde soube que tinha entrado quando saía de um museu

Para Matilde Castro, de 18 anos, nascida em Lisboa e a viver há quatro anos em Vila Praia de Âncora, Caminha, a notícia chegou num cenário particularmente adequado a quem escolheu fazer das artes o seu percurso. Estava no Porto com uma amiga e acabava de sair de um museu quando decidiu não esperar pela mensagem. Abriu o email e encontrou a confirmação que procurava. “Fiquei tão, mas tão feliz. Fiquei mesmo contente, porque era o que queria.”

Matilde entra com 17,35 valores no curso de licenciatura em Artes Plásticas e Tecnologias Artísticas e é a melhor colocada da Escola Superior de Educação. Colocou o curso em primeira opção e as boas referências que tinha da Escola e da formação, aliadas ao gosto pelas artes e pelo desenho, foram determinantes na escolha. Agora espera “aprender e tirar o melhor partido do curso para continuar a sonhar entre lápis e pincéis”.


Miguel escolheu Melgaço e prepara-se para viver pela primeira vez longe de casa

Miguel Rodrigues, de Braga, começou a definir a sua escolha ainda antes de conhecer os resultados das colocações. Em meados de julho, o jovem de 18 anos foi com os pais conhecer a Escola Superior de Desporto e Lazer, em Melgaço. As condições que encontrou ajudaram a confirmar uma escolha que agradou também aos pais.

Desporto e Lazer foi a sua primeira opção e Miguel entra com 15,45 valores, a classificação mais elevada entre os novos estudantes da Escola. A localização foi um dos fatores que mais o atraiu. A proximidade ao Complexo Desportivo de Melgaço, ao rio Minho e à montanha permitem o contacto com modalidades e atividades diferentes das mais convencionais, incluindo canoeing ou rafting.

Também lhe agradou encontrar uma Escola próxima, com a possibilidade de conhecer toda a gente e fazer amigos. Essa dimensão ganha particular importância porque estudar em Melgaço significará outra estreia: será a primeira vez que Miguel viverá longe dos pais. Depois de efetuar a matrícula, pretende candidatar-se à residência e admite estar expectante perante a experiência que tem pela frente.

São precisamente estas diferentes formas de chegar à Universidade Politécnica que Carlos Rodrigues considera necessário valorizar. “Escolher uma universidade é muito mais do que escolher um curso. É escolher um lugar onde se vai aprender, crescer, criar relações, descobrir oportunidades e começar a construir um percurso pessoal e profissional. Por isso, estes resultados trazem-nos satisfação, mas trazem-nos também responsabilidade.”

Quase oito em cada 10 colocados entram numa das três primeiras opções



As diferentes escolhas dos seis estudantes encontram reflexo nos números globais desta primeira fase. Dos 717 estudantes colocados na UNIPVC, 324, correspondentes a 45,2%, conseguiram entrar no curso que tinham colocado como primeira opção. Se forem consideradas as duas primeiras escolhas, o número sobe para 469 estudantes, ou 65,4% dos colocados. E 570, o equivalente a 79,5%, conseguiram colocação numa das três primeiras opções apresentadas na candidatura.

“Há um dado que valorizamos particularmente: são já centenas os estudantes que colocam cursos da nossa Universidade no topo das suas preferências e que conseguem concretizar essa escolha. Isso diz-nos que o trabalho desenvolvido pelas nossas Escolas, pelos docentes, investigadores, técnicos e por toda a comunidade está a ser reconhecido por quem tem de tomar uma das decisões mais importantes desta fase da vida”, sublinha o reitor.

Para Carlos Rodrigues, a satisfação com os resultados aumenta também a responsabilidade de corresponder às expectativas de quem chega. “A nossa prioridade é corresponder à confiança de quem escolheu a UNIPVC e, ao mesmo tempo, acolher e acompanhar todos os estudantes que agora chegam até nós, independentemente da posição em que colocaram o curso na candidatura. Queremos que encontrem aqui qualidade, proximidade, exigência, oportunidades e espaço para construírem o seu próprio caminho.”

Para Marta, Eda, Renato, Gabriel, Matilde e Miguel, o "Colocado" que receberam este sábado dá agora lugar ao próximo passo. Seguem-se as matrículas e, depois, Viana do Castelo, Valença, Ponte de Lima e Melgaço. Para outros candidatos, a resposta que esperavam pode não ter chegado nesta primeira fase. Mas o percurso de acesso ao ensino superior não termina aqui. A UNIPVC mantém oportunidades em cursos com vagas disponíveis para a segunda fase do Concurso Nacional de Acesso. Porque nem todos os percursos começam ao mesmo tempo, nem uma primeira resposta define o caminho inteiro.

Para uns, a UNIPVC começa agora. Para outros, a oportunidade pode estar ainda por chegar. 


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