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Comunicado Imprensa - Chega Viana do Castelo
Por Administrador
Publicado em 21/05/2026 07:19
Política
CHEGA – Viana do Castelo

Divulgámos o comunicado de imprensa enviado á nossa redação por parte do CHEGA Viana do Castelo

COMUNICADO DE IMPRENSA

CHEGA Viana do Castelo

 

 

Não aceitamos manipulações, nem tentativas de silenciar quem dá voz aos Vianenses, que merecem a verdade, transparência e prioridades juntas. 

 

 

Perante as recentes declarações públicas sobre o empreendimento habitacional da Urbanização do Carvalhal, em Darque, o CHEGA Viana do Castelo considera importante esclarecer a posição que tem vindo a assumir desde o primeiro momento.

Aquilo que tentam agora apresentar como “manipulação” ou “desinformação” não passa da expressão legítima da indignação de muitos Vianenses que conhecem a realidade no terreno e que diariamente enfrentam dificuldades habitacionais, salários baixos, rendas incomportáveis e ausência de respostas por parte do Município.

Sabemos perfeitamente que existem situações de grave carência habitacional e ninguém coloca isso em causa. Também sabemos que há famílias que vivem há anos em condições indignas e que merecem soluções com dignidade. Mas aquilo que os Vianenses questionam, e legitimamente, é a forma como estão a ser definidas as prioridades e a falta de transparência em todo este processo.

Segundo os próprios dados conhecidos, das 60 habitações construídas(na sua maioria com tipologia de T1 e T2), apenas cerca de 9% foram colocadas em concurso público geral. As restantes destinam-se a realojamento direto previamente identificado pela autarquia. É precisamente esta realidade que gera revolta em muitos cidadãos que trabalham, descontam toda a vida e continuam sem conseguir acesso a uma habitação digna.

Importa também esclarecer a dimensão real deste empreendimento. Falamos de vivendas com logradouro e jardins privados, construídas com elevados padrões de eficiência energética incluindo isolamento térmico avançado, caixilharia com corte térmico, vidros duplos e sistemas de energia renovável, como bombas de calor para aquecimento de águas.

Segundo os valores conhecidos e os custos diretos e indiretos associados ao projeto, cada fogo representará um investimento superior a 150 mil euros apenas em construção, aos quais acrescem trabalhos complementares, equipamentos e outros encargos associados ao empreendimento. Aliás, considerando as obras complementares e restantes custos associados, o valor global do projeto rondará bem acima dos 10 milhões de euros.

Pela documentação pública da Câmara Municipal de Viana do Castelo, este projeto surge apresentado como habitação a custos controlados e não como um empreendimento destinado exclusivamente a uma determinada etnia. Os critérios publicados assentam na residência no concelho, situação fiscal regularizada, inexistência de outra habitação e limites de rendimento definidos pelo regulamento.

Naturalmente, qualquer cidadão que cumpra os critérios legais pode candidatar-se. E a lei portuguesa é clara quanto à proibição de discriminação no acesso à habitação.

Mas então os Vianenses fazem uma pergunta simples e legítima: afinal, quem vai realmente habitar nestas casas?

As famílias de etnia cigana que viviam junto à ETAR de Vila Nova de Anha foram entretanto deslocadas para pré-fabricados junto ao empreendimento. Somando essas famílias às que já viviam no acampamento de Darque, percebe-se facilmente que a esmagadora maioria destas habitações terá já destino praticamente definido.

E é precisamente aqui que cresce a revolta de muitos Vianenses.

Porque enquanto jovens trabalhadores continuam sem conseguir sair de casa dos pais, enquanto famílias portuguesas vivem em habitações degradadas ou pagam rendas incomportáveis, assistem agora a um investimento milionário onde sentem que continuam sempre no fim da fila.

Os Vianenses não são ingénuos. Conhecem a realidade do terreno, sabem quem vivia nas barracas, sabem quem passou para os contentores e sabem perfeitamente qual será a ocupação prática destas habitações.

Quando utilizámos a expressão “empreendimento de luxo”, fizemo-lo num contexto político e crítico, precisamente para chamar a atenção para o contraste entre estas habitações e a realidade de muitos Vianenses que continuam sem respostas habitacionais, sem condições mínimas e sem qualquer perspetiva de apoio.

O problema nunca foi, nem será, uma questão étnica. O problema é o sentimento crescente de desigualdade, de abandono e de falta de prioridade para quem trabalha, desconta e continua sem acesso às mesmas oportunidades.

Há jovens que continuam sem conseguir sair de casa dos pais. Há famílias em habitações degradadas. Há trabalhadores que, mesmo empregados, não conseguem suportar o custo da habitação. E é este sentimento de desigualdade que está a gerar revolta em muitos Vianenses, e conseguimos perceber essa onda de revolta em comentários e opiniões que nos chegam diariamente.

Enquanto CHEGA Viana do Castelo, estaremos sempre ao lado dos vianenses. Ouvimos diariamente as suas preocupações, as suas angústias e o sentimento de revolta que cresce no concelho. 

Não aceitaremos tentativas de silenciar ou descredibilizar quem denuncia aquilo que realmente se vive em Viana do Castelo.

Os Vianenses conhecem a realidade. E sabem distinguir publicidade política, da verdade, e da verdadeira realidade.

Não nos vencem com manipulações, quando o nosso lado está ao lado dos Vianenses.

 

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