Romaria d’Agonia, Santuário de Santa Luzia e Filigrana vencem Prémio Cinco Estrelas Regiões 2026
Viana do Castelo voltou a conquistar a 9ª edição dos Prémios Cinco Estrelas
Regiões, com três ícones regionais a serem eleitos vencedores: a Romaria d’Agonia foi
o ícone vencedor na categoria Festas/Feiras/Romarias, o Santuário de Santa Luzia
venceu na categoria Monumentos e o ícone Filigrana na categoria Artesanato.
Sobre os premiados, a Romaria d’Agonia é o expoente máximo do calendário
das festas vianenses, grandiosa na programação, no número de visitantes, na força da
tradição do traje à vianesa, no peso do ouro que as mordomas exibem ao peito.
Entrar na Romaria d’Agonia é sentir a genuinidade de todos aqueles que se
dedicam à preparação e participação dos vários quadros: procissões, desfiles, cortejo,
festivais, artesanato, serenata, música, entre momentos de enorme riqueza cultural
que compõem a festa, tornando-a verdadeiramente única. Mais uma vez, o programa
foi alargado a diversos dias, acontecendo de 15 a 23 de agosto de 2026.
A história da festa junta-se à história da Igreja d’Agonia. Data de 1674 a
história da igreja em honra da padroeira dos pescadores. Na altura, foi edificada uma
capela em invocação ao Bom Jesus do Santo Sepulcro do Calvário e, um pouco acima,
uma capelinha devota a Nossa Senhora da Conceição. Hoje, o nome da santa está
associado à rainha das romarias e às múltiplas tradições da maior festa popular de
Portugal, nascida em 1772 da devoção dos homens do mar vindos da Galiza e de todo
o litoral português para as celebrações religiosas e pagãs que são repetidas
anualmente na semana do dia 20 de agosto, feriado municipal.
Já o Santuário Diocesano do Sagrado Coração de Jesus, agora com o
título de Basílica Menor, cativa pela beleza imponente, pelo valor religioso e por se
assumir como miradouro perfeito da cidade.
É o verdadeiro ex-libris do concelho, assumindo-se como um dos monumentos
mais emblemáticos de Viana do Castelo, ponto de paragem obrigatória para todos
aqueles que visitam a cidade e, subindo ao zimbório, o visitante desfruta de uma das
mais deslumbrantes paisagens do mundo.
O Santuário é uma obra de um dos arquitetos de maior projeção nacional e
internacional à época, Miguel Ventura Terra, e um excelente exemplar da arquitetura
revivalista. Começou a ser construído em 1904, tendo as obras sido suspensas em
1910. O reinício aconteceu em 1926, tendo sido concluída a obra em 1959, ano em
que se deu a inauguração e bênção do templo e foi feita a sagração do altar-mor
dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.
Já a Filigrana, não sendo produzida em Viana do Castelo, é nesta cidade e em
todo o concelho que esta arte encontra a sua maior montra. Durante a Romaria
d’Agonia, o ouro sai à rua, a ornamentar o colorido do traje e a chieira vianense.
A filigrana é um trabalho ornamental feito de fios muito finos e pequenas bolas
de metal, soldadas de forma a compor um desenho. O metal utilizado é geralmente
ouro ou prata. Atualmente, a filigrana pode ser encontrada em todo o país, mas é na
região Norte, mais concretamente em Viana do Castelo, que encontra o seu apogeu,
sendo utilizada pelas mulheres trajadas à vianesa e pelos grupos folclóricos.
O Prémio Cinco Estrelas Regiões é um sistema de avaliação que distingue, de
acordo com a opinião dos consumidores portugueses, o melhor que cada região do
país tem para oferecer (18 distritos no Continente e 2 Regiões Autónomas), ao nível de
recursos naturais, gastronomia, arte e cultura, património e outros ícones regionais de
referência nacional. Paralelamente, distingue também marcas portuguesas que se
destacam a nível regional pela excelência dos serviços que prestam. Os ícones
regionais são identificados anualmente através de uma votação nacional junto da
população.
O processo de avaliação foi conduzido pela Multidados – The Research
Company e, na edição de 2026, contou com a participação de cerca de 500.000
consumidores, tendo sido analisadas 1.048 marcas e eleitos 100 ícones regionais.
