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Expo Fish Portugal: Viana do Castelo é “um território onde se sente e vive o mar de uma forma intensa”
Por Administrador
Publicado em 05/11/2026 18:11
Viana do Castelo

Expo Fish Portugal: Viana do Castelo é “um território onde se sente e vive o mar de uma forma intensa”

 

O Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, valorizou Viana

do Castelo como “um território onde se sente e vive o mar de uma forma intensa”. No

arranque da Expo Fish Portugal, que reúne, hoje, no Teatro Municipal Sá de Miranda,

representantes e profissionais do setor do mar para debater o papel da inovação na

competitividade da fileira do pescado, o governante reconheceu que “se temos hoje

um país moderno e desenvolvido e que nada tem a ver com a realidade de há 50 anos,

deve-se sobretudo ao trabalho dos nossos autarcas”, agradecendo ao Presidente da

Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, enquanto representante do poder

local.

“Temos tratado muito bem o nosso mar em termos de recursos, de

biodiversidade, das condições que impomos e agora é a hora de obter resultados

práticos daquilo que tem sido uma boa performance do Governo e do setor nos últimos

anos”, considerou.

Salvador Malheiro afirmou também que “nas fileiras do pescado português

temos empresas que têm sabido estar à altura do desafio, têm feito um trabalho

notável, com foco na exportação e na segurança alimentar”. Assumiu que “a

competitividade da fileira tem de ser na geração de riqueza e no contributo para o

sucesso da população portuguesa”, dando como exemplo a valorização da sardinha.

Entre maio e outubro de 2026, referiu, Portugal pescou menos 1.000 toneladas de

sardinha face ao mesmo período de 2025, mas faturou mais 20 milhões de euros. No

ano passado, a faturação foi de 40 milhões, este ano de 60 milhões, para praticamente

a mesma quantidade pescada. Por isso, frisou, “não temos de pescar mais, temos de

pescar melhor, de forma sustentável. Nesse aspeto, Portugal tem feito um trabalho

notável”, realçou.

O Presidente da Câmara, Luís Nobre, considerou que Viana do Castelo “é uma

comunidade com uma relação real e ampla com o mar e com a pesca” e apresentou a

Agenda 20-30 da Economia do Mar desenvolvida pelo município, em parceria com mais 

de 50 agentes do concelho, e que assenta em seis eixos fundamentais que pretendem

alavancar a economia e o equilíbrio social e ambiental de Viana do Castelo: a criação

de um Centro Tecnológico Internacional das Energias Renováveis Offshore; Plataforma

Integrada de Desenvolvimento Sustentável e de Aceleração da Inovação Azul Ancorada

no Porto Marítimo; Alavanca da Re-industrialização Azul através da construção,

reparação e conversão naval; Destino de excelência de experiências náuticas

sustentáveis de alto valor acrescentado; Maternidade de vida marina com Aquacultura

e Pesca Sustentáveis; Rede de promotores da Economia do Mar em Viana do Castelo.

“Incorporamos, entretanto, um sétimo eixo, a Base / Ponto de Apoio Naval da

Marinha em Viana do Castelo”, realçou o autarca, indicando que a estratégia do

Município “inspira-se na que é também a estratégia do país”.

Já o keynote speaker, Miguel Marques, da Skipper & Wool, começou a sua

intervenção afirmando que “esta é uma fileira a que Portugal deve dar todo o respeito,

uma fileira que nos alimenta há 900 anos, que nunca vergou, nem com COVID nem

com guerras”.

A edição de 2026 da Expo Fish Portugal decorre esta quinta-feira no Teatro

Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo, cidade com uma profunda vocação

marítima e uma ligação secular à atividade piscatória. A manhã integrou também a

mesa redonda “Da investigação ao mercado: como acelerar a inovação na fileira do

pescado em Portugal?” com Maria Ana Martins (Instituto Português do Mar e da

Atmosfera), Frederico Ferreira (Fórum Oceano), Diana Viegas (INESC-TEC.OCEAN),

Manuel Tarré (Associação Nacional da Indústria pelo Frio e Comércio de Produtos

Alimentares) e José Calheiros (Associação Portuguesa de Aquacultores).

Subordinada ao tema “Do Mar ao Mercado: Inovação como alavanca de

competitividade”, a conferência aborda o impacto da inovação ao longo de toda a

cadeia de valor do pescado, desde a produção e transformação até à comercialização e

 

ao consumo. 




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