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Os profissionais de saúde das áreas de diagnóstico e terapêutica entregaram na Presidência do Conselho de Ministros uma moção com as principais reivindicações, aprovada durante a concentração realizada em Lisboa, no passado dia 9 de outubro, em plena greve nacional. No documento, os profissionais exigem uma tabela salarial digna e equitativa, a transição para a nova estrutura remuneratória sem perda de pontos, ultrapassagens ou inversões de posições, a eliminação das disparidades entre profissionais e instituições e o pagamento dos créditos salariais em dívida. A moção reclama ainda a reabertura do processo negocial para corrigir as injustiças que permanecem por resolver.
A entrega da moção foi um dos momentos da mobilização nacional de 9 de outubro, que registou uma adesão à greve na ordem dos 90% e levou os profissionais a concentrarem-se junto ao Ministério da Saúde e à Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa.
Para o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), a forte adesão confirma que o descontentamento permanece elevado e que o processo não pode ser considerado encerrado. “Os profissionais deram uma resposta inequívoca. A adesão à greve e a participação na concentração demonstram que esta luta não é apenas do STSS, mas de uma grande parte dos TSDT que não aceita uma revisão que mantenha injustiças e desigualdades”, afirma Luís Dupont, Presidente do STSS.
A moção aprovada prevê a manutenção da mobilização durante outubro e novembro e a convocação de uma nova greve nacional de dois dias no final de novembro, caso o Governo não apresente respostas concretas. Os profissionais admitem ainda recorrer às diferentes vias sindicais, jurídicas, institucionais e políticas para defender os seus direitos.
“Mantemos disponibilidade para negociar. Mas, sem respostas, a luta vai continuar e intensificar-se”, conclui Luís Dupont.
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