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Viana do Castelo recebe Pólo Arqueológico que vai agregar espólio dos dez municípios do Alto Minho
Por Administrador
Publicado em 23/09/2026 19:19
Viana do Castelo
Câmara Municipal de Viana do Castelo

Viana do Castelo recebe Pólo Arqueológico que vai agregar espólio dos dez municípios do Alto Minho

 

O Lote 60 do Parque Empresarial da Praia Norte foi o local cedido pela Câmara

Municipal de Viana do Castelo para acolher o futuro Pólo Arqueológico do Alto Minho,

infraestrutura de escala supramunicipal que vai acolher, conservar, valorizar e

promover o espólio dos dez municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal do

Alto Minho (CIM Alto Minho).

Este foi um desafio lançado pela CCDR Norte - Comissão de Coordenação e

Desenvolvimento Regional do NORTE, em parceria com a CIM Alto Minho, tendo o

Município de Viana do Castelo disponibilizado um espaço “com localização e condições

de excelência” para valorizar o espólio da região, de acordo com António Barbosa,

Presidente da Comunidade Intermunicipal.

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, felicitou a

CCDR-Norte por “desafiar” a região a criar redes de polos arqueológicos, num projeto

conjunto para o qual o Município “colabora com experiência, cedência de espaço e

execução da obra”.

O autarca indicou que este será, mais do que um espaço para armazenamento

de espólio, um local “de investigação, de partilha de conhecimento, valorização,

projeção e atratividade”.

Já Rui Costa, Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento

Regional do Norte para a área da Cultura, destacou o projeto “com qualidade,

profundidade e sentido de responsabilidade”, naquele que considerou ser “um exemplo

de capacidade de visão e organização”.

Em julho passado, recorde-se, a autarquia aprovou a abertura de concurso

público, peças e nomeação de júri para a empreitada de “Execução do Polo de

Arqueologia – Viana do Castelo”, por um valor base de 1,230 milhões de euros, a ser

implementado na Zona Empresarial da Praia Norte. A abertura deverá acontecer dentro 

de cerca de dois anos, após 365 dias previstos de empreitada e um ano para

apetrechamento do espaço.

O arqueólogo Miguel Costa explicou que o futuro Pólo Arqueológico será “uma

infraestrutura partilhada para apoiar a gestão, conservação, estudo e valorização do

património arqueológico do território” do Alto Minho. “Iremos concentrar neste local o

espólio que cada um dos dez municípios quiser entregar, criar condições de

salvaguarda, promover o conhecimento e partilhá-lo com a comunidade”, frisou.

O arquiteto responsável, Paulo Trindade, indicou que o local terá “imenso

espaço para armazenamento e exposição” no andar de baixo, que contará com área

multimédia, área de armazenamento, balneários, WC’s, áreas de trabalho, integrando

ainda um módulo externo com tanque para submersão das pirogas monóxilas. Já o

piso 1 terá zona de estar, área de estudo, espaços dedicados à academia e visitantes,

gabinetes e laboratórios.

“Propõe-se um módulo cápsula, para tratamento das canoas, já que estas serão

submergidas em tanque descontaminante e necessitam largos anos de estágio na sua

preparação. Dadas as características especificas desta intervenção, concretamente a

difícil temperatura ambiente estável, assim como a submersão em líquidos específicos,

que produzem sempre alguma contaminação no ambiente de trabalho, optou-se por

construir no logradouro a poente, em alinhamento com construções vizinhas, o que se

designou por Cápsula de tratamento das canoas”, refere a memória descritiva.

Durante a sessão pública, que aconteceu integrada nas Jornadas Europeias do

Património 2026, foi ainda assinada uma Declaração de Compromisso para a

Cooperação entre o Município de Viana do Castelo e a Escola Superior de Educação da

Universidade Politécnica de Viana do Castelo.

Nesse âmbito, o Município assegurará o acesso aos espaços de gestão

municipal (Pólo Arqueológico, museus e sítios arqueológicos), o apoio logístico e de

segurança necessário, bem como a promoção e divulgação de iniciativas junto da

comunidade e dos órgãos de comunicação social; e a Escola Superior de Educação

garantirá o apoio científico e pedagógico na conceção dos programas, a colaboração

de docentes e investigadores para a coordenação técnica, o incentivo à participação

 

dos estudantes e a difusão das ações no meio académico. 

O projeto do Polo Arqueológico do Alto Minho foi desenvolvido de modo a

garantir condições adequadas de depósito, inventário, preservação, digitalização,

gestão e acesso, para investigação e mediação, a espólios resultantes de intervenções

de Arqueologia. Visa promover a qualificação de serviços de Arqueologia de base local

e regional e visa também promover a produção de conhecimento arqueológico sobre o

território, realizada no território.

Tem também como propósito promover a integração de tecnologias digitais na

divulgação e mediação de património arqueológico; promover a valorização cultural e

 

turística do património arqueológico. 



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