Deputação de Pontevedra apresenta o III Encontro Ibérico de
Turismo Fluvial Transfronteiriço, que decorre em A Guarda a 29 e 30 de setembro
• A instituição provincial atribui 20 000 euros à organização do encontro, promovido pela
Asociación Galega de Actividades Náuticas (AGAN+), e a uma consultoria sobre os obstáculos ao
desenvolvimento do turismo fluvial à escala ibérica
• A AGAN+ anuncia que o Plano Estratégico de Turismo Fluvial da Galiza, elaborado pela entidade
para a Agência de Turismo da Galiza, será apresentado na manhã de 29 de setembro, durante o Encontro

Os deputados provinciais Jesús Vázquez Almuíña e Roberto Carrero apresentaram hoje, no Palacete das
Mendoza, sede da Turismo Rías Baixas, em Pontevedra, o III Encontro Ibérico de Turismo Fluvial
Transfronteiriço, organizado pela Asociación Galega de Actividades Náuticas (AGAN+), que decorre em A
Guarda nos dias 29 e 30 de setembro. Na apresentação participaram também o vice-presidente da
AGAN+, José Manuel Fernández, e a técnica de projetos da entidade, Elena Fernández.
A Deputação de Pontevedra atribui um apoio de 20 000 euros à organização deste encontro, que reunirá
agentes do setor turístico e do setor náutico de Espanha e de Portugal, bem como à realização de uma
consultoria sobre os obstáculos que, à escala ibérica, dificultam o desenvolvimento do turismo fluvial,
identificando áreas de melhoria e reunindo exemplos de boas práticas. Os resultados deste estudo serão
apresentados no primeiro dia do Encontro.
Cooperação territorial e combate à sazonalidade
O deputado responsável pelo Turismo, Jesús Vázquez Almuíña, sublinhou a importância de “ativar
engrenagens para avançar, para criar novos produtos turísticos e alargar a oferta, aliando a
sustentabilidade à cooperação territorial entre a província de Pontevedra e o Norte de Portugal”. A este
propósito, salientou que “juntos temos mais capacidade para impulsionar um turismo como o fluvial,
comprometido com a preservação do nosso meio natural e capaz de diversificar a oferta e de se
desenvolver de forma dessazonalizada”.

Por sua vez, Roberto Carrero, deputado da Cooperação Transfronteiriça, destacou a importância de
promover “o desenvolvimento do espaço transfronteiriço através do aproveitamento do rio Minho e do
turismo fluvial”. Adiantou ainda que, durante o Encontro, “serão aprofundadas as estratégias para
ordenar de forma sustentável os espaços fluviais partilhados, bem como a legislação em vigor nos dois
territórios, as infraestruturas e equipamentos disponíveis e as possibilidades de criar itinerários náutico-
culturais combinados que gerem impacto no nosso território”.
“Não partimos do zero”
O vice-presidente da AGAN+, José Manuel Fernández, recordou que a associação, que completa 27 anos
em dezembro, trabalha especificamente no turismo fluvial desde 2007, quando começou a desenvolver
projetos de desenvolvimento náutico sustentável no Espaço Atlântico. Desde então, iniciativas como
Ecodestin, Capiten, Xacobeo Transfer, a Red CCF e a Red CIFT têm tido um protagonista comum: o rio
Minho, nos seus diferentes troços navegáveis, desde o Baixo Minho transfronteiriço até ao Minho-Sil, no
interior de Ourense. “Não falamos de projetos isolados. Falamos de mais de duas décadas de
conhecimento acumulado sobre navegabilidade, património e oferta náutica de ambos os lados da
fronteira”, afirmou.
José Manuel Fernández anunciou em primeira mão que o Plano Estratégico de Turismo Fluvial da
Galiza, elaborado pela AGAN+ para a Agência de Turismo da Galiza, será apresentado na manhã de 29 de
setembro, durante o Encontro. O documento tem como peça central o Plano Diretor de Turismo Fluvial
para o Grande Destino Rio Minho-Sil, um trabalho que, segundo o vice-presidente, “coloca a AGAN+ no
centro do planeamento público do turismo fluvial na Galiza para os próximos anos”.

O responsável destacou também os resultados do programa “Vive o Río Miño ao Máximo”,
desenvolvido por encomenda do AECT Rio Minho no âmbito do projeto Visit Rio Minho+, que mobilizou
14 operadores náuticos transfronteiriços, gerou perto de 30 saídas náuticas e reuniu quase 300
participantes, entre profissionais do setor e associações do território. “O Minho é um rio que acolhe
praticamente qualquer público: tivemos a bordo desde crianças de 6 anos até avós de 97, e em qualquer
época do ano”, sublinhou.
Dois dias de trabalho, feira e saídas de demonstração
A técnica de projetos da AGAN+, Elena Fernández, apresentou um programa que “reflete a experiência
acumulada” da entidade. A terça-feira, dia 29, abre com uma sessão sobre planeamento e gestão de
destinos, na qual representantes da Secretaria de Estado do Turismo de Espanha, da Xunta da Galiza, do
AECT Rio Minho e da Red CIFT partilharão estratégias e experiências de desenvolvimento, do Minho ao
Ebro, ao Douro ou ao Tejo. Segue-se a apresentação dos resultados do estudo ibérico sobre os
obstáculos e as soluções para o turismo fluvial, que serão trabalhados em mesas temáticas com todos os
participantes, e o dia termina com uma sessão de boas práticas dedicada a embarcações, equipamentos,
pontões e mobilidade complementar.
A quarta-feira, dia 30, será dedicada à comercialização dos cruzeiros fluviais transfronteiriços, com um
relatório de benchmarking sobre os grandes destinos fluviais da Europa, e ao financiamento de projetos
empresariais no setor, antes da apresentação das conclusões.
Em paralelo, ao longo dos dois dias, haverá uma feira de fornecedores de soluções náuticas e saídas de
demonstração em barcos elétricos e híbridos, abertas a todos os participantes. “Acreditamos que ver e
tocar estas soluções é tão importante como falar delas”, explicou Elena Fernández.
Informações práticas
As sessões decorrem na Sala de Plenos da Câmara Municipal de A Guarda (Concello da Guarda), e na
segunda-feira, 28 de setembro, terá lugar uma receção de boas-vindas na Estação Marítima de
Camposancos. A inscrição é gratuita, até ao limite de lugares disponíveis, em
aganplus.org/encontrofluvial2026.
O Encontro é organizado pela AGAN+, pela Red CIFT e pela Red CCF, com o patrocínio da Deputação de
Pontevedra e a colaboração do Concello da Guarda. O projeto Red CIFT é cofinanciado a 75 % pelo Fundo
Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa Interreg VI A Espanha–Portugal
(POCTEP) 2021-2027.

Sobre a AGAN+
A Asociación Galega de Actividades Náuticas (AGAN+) é uma entidade sem fins lucrativos, que completa 27 anos em
dezembro de 2026, e que tem como objetivos fomentar a competitividade, a inovação, a dessazonalização da oferta e o
emprego no ecossistema turístico-náutico; impulsionar sistemas de qualidade e normalização que permitam promover
uma oferta homogénea de serviços por parte de empresas e destinos náuticos; lançar, promover e apoiar a
comercialização de produtos de turismo náutico; transformar os municípios em destinos náuticos de qualidade e
promover o acesso às atividades náuticas. Atualmente, a AGAN+ preside a Rede de Cruzeiros Costeiros e Fluviais dos
destinos náuticos sustentáveis de Espanha (Red CCF) e é sócia promotora da Rede de Cruzeiros Ibéricos Fluviais
Transfronteiriços (Red CIFT).