Inauguração das novas instalações do Banco Alimentar de Viana do Castelo, integrada na Sessão Solene das Comemorações do 17.º Aniversário da Instituição
A cerimónia de inauguração tem lugar dia 19 de junho pelas 17h30 na Av. Cabo Verde, Lote 26 no Parque Empresarial da Praia Norte
Em 19 de Junho de 2009, um grupo de pessoas de boa vontade, uniu-se e constituiu em Viana
do Castelo a Associação Para a Partilha Alimentar de Viana do Castelo, que viria a dar corpo ao
Banco Alimentar Contra a Fome de Viana do Castelo, comemorando neste ano de 2026 o seu
17o aniversário.
O BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME DE VIANA DO CASTELO continua em 2026 a sua política
interna para “fazer mais, com menos”, prestando um serviço público, em parte contratualizado
com a entidade pública Segurança Social, garantindo intervenção no fornecimento de géneros
alimentares junto da população que se encontra em risco, em crise, em situação vulnerável e de
empobrecimento.
A sua intervenção é financiada por fundos públicos (Segurança Social e outras entidades
públicas) – que corresponde a aproximadamente 15% do orçamento – e o restante por fundos
privados (donativos de empresas e particulares, sócios do BAVC) – que corresponde a 85%.
A atividade desenvolvida pela Associação para a Partilha Alimentar de Viana do Castelo | Banco
Alimentar Contra a Fome de Viana do Castelo (BAVC) e os resultados alcançados ao longo do
ciclo de gestão de 2025, fora de forma sucinta: 18.153 pessoas (5880 crianças + 11028 adultos)
apoiadas / mês, o que representa cerca de 8% da população do distrito; recolhemos 725 T
(aproximadamente € 869.547,40), sendo que 127 T foram géneros alimentares recolhidos nas
campanhas – vale, online, saco; em média saem do armazém diariamente aproximadamente
2T de géneros; mobilizamos 18.500 Voluntários em 16 anos (aproximadamente 74.000 h de
voluntariado); trabalhamos em rede e parceria com cerca de 122 IPSS do distrito de Viana do
Castelo.
Temos continuamente presente:
1. Missão: Lutar contra o desperdício, recuperando excedentes alimentares, para os levar
a quem tem carências alimentares, mobilizando pessoas e empresas, que a título voluntário, se
associam a esta causa.
2. Visão: Um mundo, no qual todos os Homens, tenham garantido o direito à alimentação,
como base da inclusão social.
3. Valores: A Dádiva e a Partilha - A Dádiva e a Partilha definem o espírito que norteia todas as
relações estabelecidas entre os diferentes intervenientes e parceiros dos Bancos
Alimentares, formando uma rede sólida na luta contra a carência alimentar. Estes valores
refletem-se no funcionamento do dia a dia e guiam a ação da instituição. A dimensão
humana, naquilo que possui de mais nobre, é assim sempre posta em destaque. O que
preside não é o interesse comercial, mas o serviço do Homem pobre, que se encontra numa
situação de necessidade, que sofre de privações e de fome.
Com o espírito solidário da população do distrito de Viana do Castelo, ao longo destes 17 anos
de vida da instituição, soubemos superar todos os desafios e dificuldades que se nos
apresentam, fruto dessa experiência traçamos plano otimista e ambicioso – mas com bases
sólidas e realista. Otimista desde logo pelos sinais positivos de manutenção, ou mesmo
incremento da angariação de géneros alimentares, quer ao nível da eficiência das parcerias, mas
também da opção de diversificação das fontes, quer ao nível da luta contra o desperdício
alimentar, pela recuperação e reutilização dos excedentes, que se alinha e reforça com um dos
objetivos estratégicos fundamentais que vimos a perseguir. Poderemos assim mesmo
considerar que em contraciclo com o volume de géneros angariados nas campanhas, fruto não
do desinvestimento do BAVC mas de uma conjuntura socioeconómica onde se inclui um
excessivo apelo às dádivas, que terá de ser repensada e avaliada por todas as entidades
envolvidas. No entanto é cada vez mais importante o envolvimento e compromisso das IPSS
parceiras do BAVC, no envolvimento nas campanhas com apelos ao voluntariado e participação
da comunidade mais próxima, pois tudo que angariamos é para todos, para reforço da atividade
das IPSS.
A luta contra o desperdício é assim um elemento positivo e estimulante, mas que pode ser ainda
reforçado com mais produtos oriundos dos excedentes alimentares.
É, igualmente, evidente o incremento do papel do BAVC no distrito de Viana do Castelo,
resultado da política de qualidade do serviço prestado, da proximidade com as IPSS apoiadas,
com as empresas e com a sociedade. São 17 anos desafiantes e positivos na vida da Instituição,
na medida em que podemos concretizar o maior sonho: o da qualidade, da autonomia de
meios logísticos que nos permitirá melhor serviço, maior capacidade de escolha e promoção
da qualidade da recolha e da partilha como valores fundamentais da nossa ação. Precisamos
de uma nova câmara de frio, de uma nova câmara de refrigeração e de uma nova viatura/
camião frigorífico. Serão os nossos próximos grandes desafios.
Neste momento da Cerimónia de Inauguração das novas instalações do Banco Alimentar de
Viana do Castelo, integrada na Sessão Solene das Comemorações do 17.o Aniversário da
Instituição.
As novas instalações agora inauguradas representam um marco significativo na história do
Banco Alimentar de Viana do Castelo, sendo o resultado de um esforço coletivo profundamente
enraizado na solidariedade e no compromisso cívico. Este projeto só foi possível graças ao
empenho da Direção, ao trabalho incansável de voluntários, bem como ao apoio generoso de
diversas pessoas, empresas e instituições, que reconheceram na missão do Banco Alimentar
uma causa maior ao serviço da comunidade. Temos que agradecer, de forma particular e efusiva,
à REN – Redes Energéticas Nacionais e, aos seguintes municípios do distrito de Viana do Castelo
– Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Valença,
Viana do Castelo, Vila Nova de Cerveira, que nos possibilitaram a compra do edifício que hoje
ocupamos
Ao longo de 17 anos de atividade, o Banco Alimentar de Viana do Castelo tem desempenhado
um papel fundamental no combate à fome e ao desperdício alimentar no distrito, promovendo
valores de solidariedade, dignidade humana e coesão social, em estreita colaboração e
reconhecido trabalho em rede e parceria com membros institucionais e a sociedade civil.