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Empresas e entidades brasileiras em Viana do Castelo
para conhecer primeiro parque eólico marítimo flutuante semi-submersível do mundo
Por Administrador
Publicado em 20/04/2026 17:17 • Atualizado 20/04/2026 18:51
Viana do Castelo
Câmara Municipal de Viana do Castelo

Empresas e entidades brasileiras em Viana do Castelo para conhecer 
primeiro parque eólico marítimo flutuante semi-submersível do mundo

 

 

Uma comitiva de empresários e entidades brasileiras visitam, esta segunda-feira,
Viana do Castelo, para conhecer o Windfloat Atlantic, o primeiro parque eólico

marítimo flutuante semi-submersível do mundo. O Presidente da Câmara Municipal de

Viana do Castelo, Luís Nobre, marcou presença no arranque da visita e reforçou o

compromisso da autarquia com as energias renováveis, perante uma comitiva que

conta com a participação do senador da República Federativa do Brasil, Fabiano

Contarato.

Localizado na costa de Viana do Castelo, ligado à rede no final de 2019 e

operacionalizado em 2020, o WindFloat Atlantic é um parque eólico marítimo flutuante

pioneiro, que fornece à rede elétrica portuguesa uma energia limpa inovadora.



No início da visita, Luís Nobre referiu que a Câmara Municipal tem estado

“absolutamente comprometida com este projeto desde o primeiro momento porque ele

nos deu a possibilidade de concretizarmos uma estratégia de aposta nas energias

renováveis, que já era uma tradição nossa com mais de uma década”.

“Começámos no plano ‘onshore’, em terra, e com este projeto passamos ao

‘offshore’. Na altura em que surgiu, este era um projeto diferenciador e líder a nível

mundial, o que nos permitiu afirmar nessa dimensão e promover o nosso território”,

realçou o autarca.

A Coalizão Eólica Marinha (CEM) reúne empresas e entidades globais

comprometidas com o desenvolvimento da energia eólica offshore no Brasil e está a

promover uma missão internacional.A iniciativa conta com a participação de

representantes do governo federal, dos governos estaduais, de universidades e de

empresas e entidades internacionais, numa agenda estratégica voltada à abertura do

mercado de eólicas no alto-mar e ao avanço da energia eólica offshore no Brasil.

 

A Coalizão Eólica Marinha reúne empresas, associações, universidades e

instituições, promove o diálogo com a sociedade civil e os setores público e privado

para impulsionar o mercado de eólicas offshore de forma sustentável e integrada à

economia azul.

A Ocean Winds é o resultado de uma joint venture em 2019 entre a EDP

Renewables (EDPR) e a ENGIE, que compartilham uma visão de que as energias

renováveis, especialmente a energia eólica offshore, desempenham um papel

fundamental na transição energética global. Um dos parques está situado ao largo de

Viana do Castelo.


Nesse sentido, em 2019, o Windfloat Atlantic foi um projeto pioneiro, com 3

turbinas, as maiores do mundo na época, com capacidade de 8,4 MW cada. O Projeto

WindFloat desenvolveu uma tecnologia inovadora para permitir a exploração do

potencial eólico no mar, em profundidades superiores a 40 metros. O foco de inovação

do projeto foi o desenvolvimento de uma plataforma flutuante, com base nas

experiências da indústria de petróleo e gás, para suportar turbinas eólicas multi-MW

em aplicações marítimas.




A plataforma flutuante é semi-submersível e está ancorada no fundo do mar. A

estabilidade é devida ao uso de "placas de aprisionamento de água" na parte inferior

dos três pilares, associada a um sistema estático e dinâmico de lastro. O WindFloat

adapta-se a qualquer tipo de turbina eólica marítima. É construído inteiramente em

terra, incluindo a instalação da turbina, evitando, deste modo, que os trabalhos

tenham de ser feitos em alto mar, o que teria um impacto no meio marinho.



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