Laboratórios sem Fronteira: Ensaios de Cidadania e Cultura
De 11 de abril a 9 de maio, a FBAC promove encontros participativos descentralizados com as comunidades locais
De 11 de abril a 9 de maio, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) promove
“Laboratórios sem Fronteira: Ensaios de Cidadania e Cultura”, um ciclo de quatro
encontros que desafia as comunidades do concelho a refletir, partilhar e cocriar
propostas artísticas a partir das suas próprias experiências e necessidades. A
participação é livre e gratuita.
A iniciativa pretende reforçar o envolvimento ativo das comunidades na programação cultural,
transformando preocupações locais em ações concretas. Assente em práticas de escuta, cuidado
e diversidade, o projeto contribui para a construção de uma cultura de proximidade, pertença e
corresponsabilização.
Com curadoria de Hugo Cruz e dinamização deste e de Ana Bragança, os “Laboratórios sem
Fronteira” assumem-se como espaços abertos de encontro e experimentação, dirigidos a
cidadãos, agentes culturais, sociais e educativos das 15 freguesias de Vila Nova de Cerveira.
Nestes encontros, os participantes serão convidados a identificar urgências individuais e
coletivas, convertendo-as em possibilidades de criação artística e participação cultural.
O projeto propõe a criação de espaços alternativos baseados nas micropolíticas do cuidado e da
escuta. Ao promover ambientes de conforto, segurança e informalidade, incentiva-se uma nova
disposição para o diálogo, a partilha e a construção coletiva.
Para o Presidente da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, Rui Teixeira: “Este projeto reflete
uma estratégia contínua de aproximação às freguesias e às comunidades locais, promovendo
uma participação mais ativa, consciente e corresponsável na construção cultural do território.
Acreditamos que é a partir desta proximidade que se geram processos mais inclusivos,
sustentáveis e verdadeiramente transformadores”.
Ao longo das sessões, será também desenvolvido um mapeamento colaborativo dos territórios
com maior e menor acesso ou desejo de cultura e arte no concelho, estimulando práticas como
o dissenso construtivo, a reciprocidade, a valorização da diversidade e o diálogo entre diferentes
perspetivas.

Calendarização:
11 de abril – 1º laboratório (15h00–18h00)
Grupo: Reboreda, Nogueira, Campos, Vila Meã e Cornes
Local: Parque de Lazer de São Roque, Gontige
18 de abril – 2º laboratório (15h00–18h00)
Grupo: Vila Nova de Cerveira, Lovelhe, Loivo e Gondarém
Local: Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira
2 de maio – 3º laboratório (15h00–18h00)
Grupo: Sapardos, Mentrestido, Candemil e Gondar
Local: Junta de freguesia de Sapardos
9 de maio – 4º laboratório (15h00–18h00)
Grupo: Sopo e Covas
Local: Junta de freguesia de Covas
Curadoria: Hugo Cruz
Equipa de dinamização: Ana Bragança e Hugo Cruz
A curadoria do projeto é de Hugo Cruz, investigador, encenador e especialista em práticas
artísticas comunitárias e participação cívica. Doutorado pela Universidade do Porto com
investigação centrada nas relações entre arte, comunidade e política, tem desenvolvido um
percurso consistente entre Portugal, Brasil e Espanha. É autor de várias publicações de
referência nas áreas da arte e participação, e tem colaborado com instituições como a Fundação
Calouste Gulbenkian, Plano Nacional das Artes e diversos municípios e festivais internacionais.
Foi diretor artístico de projetos como o “MEXE – Encontro Internacional de Arte e Comunidade”
e o festival “Imaginarius”, destacando-se pela criação de processos artísticos em co-construção
com comunidades locais.
A dinamização é assegurada por Ana Bragança, mediadora, gestora cultural e produtora com
uma vasta experiência em projetos participativos e de envolvimento comunitário. Co-fundadora
da estrutura artística “Ondamarela”, tem trabalhado em iniciativas de mediação cultural e
construção colaborativa em diferentes contextos territoriais. Foi consultora e coordenadora em
programas estratégicos como a “Braga 25 – Capital Portuguesa da Cultura” e candidaturas a
Capital Europeia da Cultura, bem como em projetos ligados ao património, inclusão e
participação cidadã. Ao longo do seu percurso, tem desenvolvido projetos que cruzam arte,
território e comunidade, envolvendo diferentes públicos e promovendo práticas culturais inclusivas.