O médico português André Amorim residente em Viana do Castelo lança o livro “Mãos que oferecem rosas” editado pela Idioteque
O médico português André Amorim, que é residente em Viana do
Castelo e especializado em medicina holística e integrativa, sendo
também o Diretor da Naturena, acaba de escrever um livro de histórias e
de narrativas que o seu mestre indiano, Dada Shivananda, tinha
recolhido ao longo da vida no budismo, no cristianismo, na cultura hindu ou sufi, bem como no Oriente antigo.
O livro chama-se “Mãos que oferecem rosas” e acaba de chegar a todas as principais livrarias portuguesas, editado pela Idioteque.
Dada Shivananda (que desde a Guerra do Golfo, até aos conflitos na Ucrânia, esteve
presente em inúmeras zonas de crise, coordenando missões de socorro com
organizações internacionais como a Unicef ou a Cruz Vermelha) lançou o desafio ao
autor português (best-seller em livros ligados à Alimentação e ao Jejum), de escrever
esta nova obra que resulta de conversas profundas e de momentos de prática intensa
que o autor teve com o seu mestre.
Segundo André Amorim, “ o objetivo é o de tocar o coração de outras pessoas,
procurando transformar o modo como encaram a vida, através de histórias de
diferentes tradições e épocas, oriundas de diversos cantos do mundo”.
Com belíssimas ilustrações de Érica Vasconcelos, este livro a cores conta com
narrativas passadas de geração em geração e parábolas que sobreviveram ao teste do
tempo, pois a sua sabedoria continua tão válida hoje como no momento em que foram
contadas pela primeira vez.
Exemplo de um conto do livro:
“Certo dia, um turista visitou um famoso yogi. Ao entrar na sua casa e ao sentar-se
numa cadeira, o visitante ficou surpreendido ao ver que a casa do yogi era apenas um
simples quarto, repleto de livros, e que a única mobília era uma mesa e um banco.
— Mestre, onde está a sua mobília? — perguntou o turista com ar espantado.
— Onde está a tua? — respondeu o mestre.
— A minha? Mas eu estou apenas de visita — respondeu o turista, visivelmente
confuso.
— Eu também — respondeu o mestre.”
Biografia do autor, André Amorim
Residente em Viana do Castelo, desde muito cedo que algo, dentro de André Amorim,
o impelia a questionar o sentido da vida e a explorar o que existe além do visível e do
palpável. Aos 12 anos, conheceu aquele que, anos mais tarde, viria a tornar-se o seu
mestre espiritual. Nessa altura, o significado desse encontro passou-lhe despercebido,
mas as histórias ouvidas germinaram lentamente ao longo dos anos.
Após concluir a Faculdade de Medicina, a dimensão espiritual da vida começou a
ocupar um lugar central. Reencontros e sincronismos inesperados trouxeram-no de
volta ao seu mestre, marcando uma viragem profunda. Recebeu então o seu nome
espiritual, Kamalakanta, e o seu mantra pessoal — um som místico que o acompanha e
guia ao longo da vida.
Desde então, a dimensão mais espiritual da vida tem sido uma constante. Tornou-se
professor de Yoga, dinamiza programas e retiros de desenvolvimento espiritual, para
além de integrar este modo de vida na sua forma de ver a saúde e viver a vida.
Biografia de Dada Shivananda
Dada Shivananda é um monge da ordem Ananda Marga que, há quase quatro décadas,
escolheu um caminho de total dedicação espiritual. A sua jornada começou em 1987 e,
desde então, transformou-se numa missão global que já tocou a vida de milhares de
pessoas em mais de 135 países.
A filosofia do Tantra de Shiva é o alicerce do seu ensino, uma sabedoria ancestral que
Dada transmite através de formações, workshops e retiros espirituais desde 1997.
Como guia espiritual, ele não oferece apenas teoria — partilha ferramentas práticas de
Yoga, meditação e autoconhecimento que permitem às pessoas elevarem a sua
qualidade de vida e encontrarem um equilíbrio profundo entre dimensões física,
mental e espiritual.
A visão holística de Dada Shivananda estende-se também à saúde e à alimentação.
Especialista em Ayurveda, biopsicologia e nutrição, ajuda pessoas a prevenirem e
tratarem condições de saúde através de métodos naturais. Para além disso, como chef
experiente em culinária vegetariana e sátvica, o Dada demonstra como cada refeição
pode ser simultaneamente deliciosa e terapêutica — uma forma de alimentar, não
apenas o corpo, mas também a consciência.
Contudo, a dimensão mais impressionante do seu legado talvez seja o compromisso
humanitário. Desde 1991, durante a Guerra do Golfo, até aos conflitos na Ucrânia,
Dada esteve presente em inúmeras zonas de crise, coordenando missões de socorro
com organizações internacionais como Unicef e Cruz Vermelha. O seu ativismo
abrange ainda a defesa ambiental, provando que espiritualidade autêntica é
inseparável do serviço ao próximo e da ação compassiva no mundo.
