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Intercâmbio com Espanha aproxima estudantes da Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo de novas realidades formativas
O intercâmbio prossegue na próxima semana, com estudantes da ESA-IPVC em mobilidade para Espanha
Por Administrador
Publicado em 16/01/2026 14:45
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O intercâmbio prossegue na próxima semana, com estudantes da ESA-IPVC em mobilidade para Espanha

Intercâmbio com Espanha aproxima estudantes da Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo

de novas realidades formativas

Sair da sala de aula, cruzar fronteiras e comparar realidades foi o ponto de partida de um intercâmbio educativo que trouxe estudantes espanhóis à Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo e colocou a agricultura e a floresta no centro de uma experiência formativa prática, partilhada e com dimensão europeia.

Durante três dias, o sotaque espanhol misturou-se com o português pelos corredores da Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo (ESA-IPVC). Entre visitas técnicas, conversas informais e contacto direto com o território, duas dezenas de estudantes e dois docentes do Centro Integrado de Formação Profissional de Almázcara, em Espanha, viveram uma experiência de intercâmbio que foi muito além da sala de aula e dos laboratórios e colocou em diálogo diferentes formas de aprender, trabalhar e pensar a agricultura e a floresta.

A estadia em Ponte de Lima integrou um intercâmbio educativo e formativo transfronteiriço, apoiado pelo Interreg POCTEP 2021-2027, pela CCDR Norte e integralmente financiado pela Junta de Castilla y León, envolvendo também estudantes do CTeSP em Gestão de Empresas Agrícolas da ESA-IPVC. Ao longo do programa, os participantes partilharam práticas, conheceram equipamentos e tecnologias que não existem nas suas instituições de origem e contactaram com uma oferta formativa marcada pela proximidade ao território, pela aplicação prática do conhecimento e pela ligação às atuais exigências ambientais e florestais, lançando as bases para futuras mobilidades académicas, nomeadamente no âmbito do Erasmus+.

A experiência foi valorizada pelos estudantes espanhóis, que destacaram a dimensão da Escola Superior Agrária do IPVC, a diversidade de áreas de formação e o contacto com equipamentos e tecnologias diferenciadoras como mais-valias da passagem por Ponte de Lima. “Fomos tratados como em casa e sentimo-nos muito integrados. A Escola Superior Agrária cobre uma grande área, com muita diversidade de atividades e recursos que não temos”, refere Andrea Iglesias Gallego, de 36 anos, sublinhando o interesse pelas tecnologias emergentes. “Durante estes dias, percebi que vocês estão a apostar na área dos drones e fiquei muito surpreendida, porque é uma área muito atual. É o futuro da área florestal e aqui já estão a trabalhar nesse caminho.”

Já Pablo Suárez Rozada, de 23 anos, destaca o carácter prático do intercâmbio. “Tivemos contacto com equipamentos e experiências diferentes da nossa realidade. Aprendemos muito e gostamos da forma como as atividades foram organizadas”, afirma o estudante, que pretende seguir carreira como agente florestal e considera fundamental a repetição deste tipo de iniciativas.

Do Grupo Disciplinar do CTeSP em Gestão de Empresas Agrícolas, da ESA-IPVC, a docente Susana Mendes, fala da importância pedagógica e estratégica do intercâmbio com o Centro espanhol, dizendo que “as formações são complementares. O CIFP de Almázcara tem uma forte componente florestal, que não está tão desenvolvida na nossa Escola, e isso representa uma mais-valia para os nossos estudantes”.

Susana Mendes defende ainda que o contacto com esta realidade reforça a reflexão sobre o território do Alto Minho. “As explorações agrícolas da região têm uma componente florestal muito relevante e este intercâmbio ajuda os estudantes a compreender melhor a importância de modelos agroflorestais mais sustentáveis”, acrescenta, sublinhando ainda a intenção de consolidar parcerias. “Eles estiveram connosco esta semana e, na próxima, serão os nossos estudantes a deslocar-se a Espanha.”

Totalmente financiado pela Junta de Castilla y León, o intercâmbio incluiu não só visitas à Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo, mas também atividades técnicas e contacto direto com o território, nomeadamente no Parque Nacional da Peneda-Gerês, com uma visita à Porta do Mezio, em Arcos de Valdevez. Além da vertente formativa imediata, a iniciativa abre perspetivas de continuidade académica, podendo estes estudantes espanhóis vir a ingressar no Politécnico de Viana do Castelo, mais concretamente em cursos de licenciatura ou de mestrado, nas áreas do ambiente e do território.

Esta ação reforça o papel da Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo na cooperação transfronteiriça e na formação de profissionais qualificados para responder aos desafios ambientais e florestais da região.

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