A DKC de Viana vê-se prejudicado no Ranking Nacional de Clubes pela não organização de
competições
Instituições públicas não adiantam meios. Tecido empresarial é débil.
O Ranking Nacional de clubes já saiu e embora tenha tido uma época de 2025 auspiciosa, a DKC
de Viana classificou-se em 19º lugar em 72 clubes, com 75,9 pontos, quando poderia ter sido pelo
menos 12ª.

Um dos fatores que pesa no Ranking Nacional é a organização de competições, este item pesa 5
pontos, o que faria a DKC de Viana ficar em 12º lugar, se tivesse organizado uma prova em
2025. É assim que reza na regulamentação da Federação Portuguesa de Canoagem.
O panorama atual é este, a DKC de Viana não foi dotada por instituições públicas das mesmas
condições que os outros clubes do Centro de Mar, em Viana, leia-se os que ocupam os Centros
de Remo e Vela, bem como o CAR de Surf que tem um conceito diferente de financiamento.
Assim dos quatro clubes que compõe o Centro de Mar, três foram dotados de meios por
instituições públicas que lhes propiciam receitas próprias, sejam eles restaurantes, gruas,
exploração de espaços, dormidas entre outros.

À DKC de Viana, sita e com sede no Centro de Canoagem é a única à qual não se lhes foi dotada
essa possibilidade, ou seja não tem capital que possa adiantar para organização de provas, por
exemplo, assim como tem menor financiamento para apoiar a pratica desportiva dos jovens,
crianças, pessoas com deficiência e masters.
Pelo que, sendo que as instituições públicas apenas liquidam as importâncias relativas aos custos
das competições após a realização das mesmas e a longo prazo, não tem a DKC de Viana os
meios (como foram dotados os outros) de adiantar importâncias para a realização de provas.
Pois se tivesse essa dotação, teria possibilidade de adiantar valores e tal como os outros de
esperar a respetiva liquidação, que demora sempre tempo.

Claro que isto já não foi assim, no passado até sensivelmente 2020 os protocolos com a DKC
tinham previsto o pagamento de 50% de protocolo seis ou sete meses antes da realização das
competições, 25% sensivelmente um mês antes e os restantes 25% após a realização da prova
com o relatório final. O que possibilitava a sua execução.
E nesse passado a DKC de Viana mostrou com esse financiamento atempado grande capacidade
de organizar competições, tais como Campeonato Nacional de Maratonas, Taças de Portugal de
Maratonas e Campeonatos Nacionais de Esperanças de Slalom, bem como descidas
internacionais do Rio Lima aberta também ao lazer.
Face a isto, a DKC de Viana já nem se candidata a competições. A última candidatura( já lá vão
uns cinco anos) embora vencedora, teve como resultado, a desistência na sua organização pelos
factos indicados.

Por outro lado, se a DKC de Viana pode recorrer apenas a apoios de privados, esbarra logo num
tecido empresarial que embora com boa vontade, apresenta debilidades, pois raramente
apresenta capacidade financeira, para por si só, apoiar eventos.
É um facto visível no distrito de Viana do Castelo, confrontado com os distritos próximos, sejam
Braga ou Porto.
Um dos diapasões que consideramos a título de exemplo é a capacidade financeira de financiar a
modalidade do futebol.

Ora parece verificar-se que os concelhos com tecido empresarial com grande capacidade de
financiamento que permitem que as equipas de futebol estejam na primeira divisão nacional
sejam por exemplo Vila do Conde, Braga, Famalicão, Barcelos, Porto... Não é o caso desta
região. Como se vê.
Embora a perspetiva que a DKC de Viana defende, é que primeiro se apoiem com meios
bastantes os clubes, para ter meios para gerar receitas próprias por um lado, dar condições
materiais e humanas de treino digno às crianças, aos jovens, pessoas com deficiência e aos
masters por outro, e só depois pensar em organizar eventos.
E obviamente não fazer depender o Ranking Nacional de Clubes da organização de provas, pelas
diferenças das capacidades económicas das diferentes regiões, à qual obviamente os clubes são
alheios.

Fotos: DKC de Viana; Mónica Rocha; Carlos Rocha